sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Vídeo completo da “Operação Xeque”


Na noite da segunda-feira 04 de agosto, o canal de tv RCN da Colômbia, no programa RCN Notícias, apresentou o vídeo completo da “Operação Xeque”, causando grande alvoroço e comoção entre os telespectadores. Para o governo entretanto, a divulgação deste vídeo caiu muito mal, não só porque houve vazamento de informação sigilosa por parte de algum militar que participou da operação (é bom recordar que o grupo total foi composto de 18 pessoas, mais os Comandantes Geral, do Exército, da Aeronáutica, da Polícia e o ministro da Defesa, além do próprio presidente Uribe), como também por expor os oficiais do serviço de Inteligência que DEVEM permanecer anônimos. Este anonimato não é “vedetismo” mas questão de SEGURANÇA deles, da Instituição aonde servem e da própria Nação.



Neste vídeo (de aproximadamente 30 minutos divididos em 5 partes), aparece toda a operação desde o princípio, gravada pelos próprios militares: a preparação dos helicópteros nos hangares, o treinamento dos participantes da operação, o deslocamento dos helicópteros até a base na selva, o resgate, etc. Nele pode-se observar com clareza – porque posaram para fotos – que foram usados os logos da Cruz Vermelha, da tv chavista TeleSur e da tv equatoriana Ecuavisa. Isto causou muita polêmica, sobretudo com relação à Cruz Vermelha que afirmou que este uso indevido fere leis internacionais nas operações de ajuda humanitária, e põe em dúvida se os integrantes da missão são de fato membros da referida instituição ou militares disfarçados.



Ao tomar conhecimento do fato o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, expressou seu descontentamento com veemência. Disse ele: “Como disse o senhor presidente, lamentamos muitíssimo que este logo tenha sido utilizado contra instruções precisas e novamente oferecemos desculpas. Com o vídeo de ontem demonstra-se que a realidade foi diferente, que o logo foi utilizado desde o começo da operação; lamentamos que isto tenha sucedido, porém no governo dissemos a verdade que conhecemos naquele momento e vamos averiguar isso, porque dissemos o que nos foi dito. Vamos investigar o que ocorreu”. Leiam aqui a declaração completa do ministro Juan Manuel Santos.


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