terça-feira, 5 de agosto de 2008

O governo imperialista brasileiro está explorando o pobre povo paraguaio



Camponeses planejam lutar por reivindicações históricas
Reportagem: Kaiser Konrad
Fotos: Guido Berger
Enviados especiais ao Paraguai



"Os estrangeiros proprietários de terras se preparam para confrontos com integrantes de movimentos sociais em todo o país. Armados com equipamento militar adquirido em Ciudad del Este, e alguns deles treinados pela Polícia Nacional e pelo Exército Paraguayo, os agricultores defenderão suas propriedades “até a última bala se for necessário”. Pais, filhos e milicianos paraguaios e brasileiros prometem trazer a guerra para o campo se suas plantações forem destruídas e as propriedades invadidas"


Desconfiados, eles receberam a reportagem com dois “guardas” armados com foices. Vivendo numa cooperativa, e coordenados por um chefe de produção e um “condutor político”, os assentados vivem na miséria absoluta. Como a maior parte dos campesinos, eles vieram das cidades e não da zona rural, o que é demonstrado na lavoura quase inexistente, embora a terra seja altamente produtiva. A reportagem não teve liberdade para conhecer o local, mas conseguiu uma entrevista exclusiva com o líder do movimento na região do Alto Paraná, próxima à fronteira com o Brasil.

Syndulfo Martinez – Nós defendemos um modelo de produção popular e somos integrantes de uma organização política de esquerda. Estamos fazendo uma campanha nacional com o tema Soberania Nacional, onde abordamos a questão da soja, uma monocultura empresarial majoritariamente brasileira que utiliza grãos transgênicos e é a principal responsável pelos quase três milhões de paraguaios pobres. No momento estamos fazendo uma revolução política, iniciando a discussão de temas culturais, econômicos e territoriais. Esses assuntos, da forma tratada nos governos anteriores, feriam a soberania nacional do Paraguai. Agora, estamos convidando todas as classes sociais, dos comerciantes aos estudantes, a resistir a este modelo imperialista brasileiro, promovendo invasões de terras, revendo nossas discussões sobre sua posse aos paraguaios assim como a rediscussão territorial e do Tratado de Itaipu.


Defesanet - Quais são os objetivos do MCP na região da fronteira com o Brasil?

Syndulfo Martinez – Nesta região estamos denunciando a questão da Tríplice Fronteira. O governo dos Estados Unidos afirma que esta é uma área com atividade terrorista, e onde quer instalar uma base da CIA. Mas nossa principal reivindicação e que nos afeta mais nesta região é a questão da rediscussão do Tratado de Itaipu. Esta usina é binacional e cada país tem a mesma parcela dela. Mas não é isso que está acontecendo. O governo imperialista brasileiro está explorando o pobre povo paraguaio e nós vamos reivindicar da Usina o que nos é realmente de direito.

Defesanet – As ações realizadas aqui são coordenadas com o MST do Brasil?


Syndulfo Martinez – Sim. Todas as ações de invasão de terras e interdição de rodovias realizadas por nós são coordenadas e tem a cooperação do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra do Brasil. Essa união deve-se ao fato de que toda nossa luta é contra as multinacionais brasileiras, uma luta comum entre os campesinos dos dois países. Este é o único assentamento na região do Alto Paraná que só possui paraguaios. Nos demais há forte presença de campesinos brasileiros.



Defesanet – O senhor acredita num conflito com os brasileiros pela posse da terra?

Syndulfo Martinez – Nós estamos em contato com o MST (Brasil) para empreender ações nesta região. Somos contra as empresas brasileiras. Também, exigimos que sejam desapropriadas todas as fazendas que estejam na Faixa de Fronteira, pois isso ameaça nossa soberania nacional.

Matéria completa: Defesanet



Lugo faz da reivindicação por reajuste no preço pago pelo Brasil pela parcela pertencente ao Paraguai da energia de Itaipu.


"Acordo sem a vontade popular [como o de Itaipu, assinado por governos militares] carece de sentido para nós", disse ele na abertura do evento, ao lado, significativamente, de dois brasileiros: O SECRETÁRIO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO PT, WALTER POMAR, à sua direita, e o secretário-executivo do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clascso), EMIR SADER, à sua esquerda. "Hoje se fala em recuperação da soberania energética. Não vamos descansar enquanto essa grande dívida com o povo paraguaio não se realize."


"Num discurso ao lado dele, Pomar (PT) repetiu a toada usada pelo partido e por setores do governo quando a Bolívia nacionalizou suas reservas. Sem citar Itaipu, Pomar agradou Lugo ao dizer que o Brasil tem muito a ganhar com a integração regional e por isso tem de arcar com parte dos custos da integração. Essa é a posição do governo e do nosso partido"



Não tenho dúvidas. O sonho dos Petralhas é destruir o Estado Brasileiro!

Um comentário:

gustavo disse...

Esquecem-se que além de já terem matado muito em toda américa latina por séculos.E que ainda se matam muitos na américa latina hoje em dia,MATAM POR FOME,POR DOENÇA,POR POBREZA,POR ARMA DE FOGO por conta de governos mais cretinos.AINDA no presente momento todos os governos aqui continuam sendo cretinos,no resto do mundo mais ainda.

-Não continuem tão dementes quanto à um governo capitalista ou o mais ainda como o antigo império.
Que radicalizem contra todo mundo,pois isso é o que o governo quer para impor o seu fascismo,desconfio que nossos inimigos são em comum e vestem terno e gravata imbecis.Não atirarei.